Explicações básicas sobre o raio e como se proteger em formato de história em quadrinho
Globo 2003: Reportagem sobre a importância de se ter o Pára-raios dentro da Norma em edifícios
Globo 2005: Reportagem sobre acidente com raios em Itu , jogadora de Voley
que faleceu em Votorantim, dicas como se proteger dos raios, e queima de
eletro-eletrônicos por raios
O que é um relâmpago?
Um relâmpago é uma corrente elétrica muito intensa que ocorre na atmosfera com típica duração de meio segundo e típica trajetória com comprimento de 5-10 quilômetros. Ele é conseqüência do rápido movimento de elétrons de um lugar para outro. Os elétrons movem-se tão rápido que fazem o ar ao seu redor iluminar-se, resultando em um clarão, e aquecer-se, resultando em um som (trovão). Apesar de estarem normalmente associados a tempestades, também podem ocorrer em tempestades de neve, tempestades de areia, durante erupções vulcânicas, ou mesmo em outros tipos de nuvens, embora nestes outros casos costumam ter extensões e intensidade bem menores.
Ocorrências de relâmpagos na Terra:
Cerca de 100 relâmpagos ocorrem no mundo a cada segundo, o que equivale a cerca de 5 a 10 milhões por dia ou cerca de 1 a 3 bilhões por ano. Apesar do fato de que a maior parte da superfície de nosso planeta estar coberta por água, menos de 10% do total de relâmpagos ocorrem nos oceanos, devido a maior dificuldade destes responderem às variações de temperatura ao longo do dia, o relevo menos acidentado e a menor concentração de aerossóis comparado à superfície dos continentes. Relâmpagos ocorrem predominantemente no verão, devido ao maior aquecimento solar, embora ocorram em qualquer período do ano. Em médias latitudes, relâmpagos já foram registrados em dias com temperaturas tão baixas quanto -10° C. A distribuição global de relâmpagos, em termos do número de relâmpagos nuvem-solo por quilômetro quadrado (densidade de relâmpagos) por ano, foi pela primeira vez estimada com base em observações feitas ao longo das décadas de 40 e 50, do número de dias de tempestade que ocorrem por ano em um dado local, também conhecido como índice ceráunico. Dias de tempestade são definidos como aqueles em que um observador, num dado local, registra a ocorrência de trovão. A partir das observações do número de dias de tempestade por ano, a densidade anual de relâmpagos nuvem-solo pode ser estimada de forma aproximada através de uma fórmula empírica obtida por estudos realizados em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Recentemente, a distribuição global de relâmpagos tem sido obtida através de observações feitas com sensores ópticos a bordo de satélites. A densidade de relâmpagos por ano obtida a partir de observações feitas por satélite após 1995 é, contudo, restritas a latitudes inferiores a 35°, devido à órbita do satélite, e tendem a representar a densidade total de relâmpagos, visto que o sensor a bordo do satélite não é capaz de discriminar os diferentes tipos de relâmpagos. Assim como para o índice ceráunico, a densidade de relâmpagos nuvem-solo pode ser estimada a partir das observações de satélite.
Relâmpagos no sistema Elétrico:
As descargas atmosféricas são responsáveis por um grande número de desligamentos das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica, além da queima de um número considerável de transformadores de distribuição. No Brasil, cerca de 70% dos desligamentos na transmissão e 40% na distribuição, são provocados por raios, sendo o número de transformadores queimados em torno de 40%. Tais números causam um impacto considerável na qualidade de energia, o que pode ser constatado pela alta correlação entre a incidência de descargas e os índices DEC e FEC da maioria das empresas do setor elétrico.
O desligamento de uma linha de transmissão devido a uma descarga em geral é produzido pelo impacto direto da descarga sobre uma fase da linha produzindo uma quebra do isolamento e um curto circuito na forma de um arco visível entre ela e o cabo guarda, denominado flashover, ou pelo impacto direto da descarga sobre o cabo guarda ou a torre, produzindo um arco entre ele e uma fase da linha, denominado backflashover. Neste último caso, o arco é facilitado quando o cabo guarda ou a torre não forem bem aterrados. De modo a minimizar o elevado número de desligamentos provocados por raios, diversas técnicas têm sido desenvolvidas, destacando-se entre elas o aperfeiçoamento dos sistemas de aterramento de modo a minimizar a impedância de aterramento e o uso de pára-raios. Tais técnicas, por sua vez, podem ser aplicadas em regiões criticas das linhas, onde a incidência de descargas é maior.
Por outro lado, o desligamento de uma linha de distribuição pode ser devido ao impacto direto da descarga sobre a linha, como também devido à tensão induzida na linha por uma descarga que ocorra próxima ela. Como decorrência arcos podem ser gerados tanto na linha como nos transformadores.
O relâmpago e a Informática:
Como normalmente (95%) das residências não possui o fio terra o indicado para a instalação de um computador é colocar o estabilizador de carcaça plástica, pois para ser um isolante evita 100% os choques elétricos e este produto é essencial para o funcionamento dos computadores. Normalmente são colocados no chão e é onde o perigo torna-se de alto risco, pois os adultos e principalmente as crianças poderão tomar um choque, porque a caixa dos estabilizadores normalmente são metálicas e na instalação não tendo o terra é um constante perigo.
Os usuários que estão nesta situação devem trocar urgente o estabilizador por um de gabinete plástico ou regularizar a sua instalação.
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